segunda-feira, 18 de junho de 2012

VÉNUS EM TRÂNSITO

Um trânsito é um caso particular de eclipse em que um astro menor (aparentemente) oculta parcialmente um astromaior.
Mercúrio e Vénus, por teremórbitas interiores à Terra, podem passar entre o nosso planeta e o Sol, provocando um trânsito. Será visível um pequeno círculo negro na superfície do Sol.
Os trânsitos de Vénus são raros. Ocorrem quatro vezes em cada 243 anos separados por 105,5 anos, 8 anos, 121,5 anos e 8 anos. Isto é, ocorrem aos pares separados por 8 anos. Os últimos foram em 2004, e em 5/6 de Junho de 2012- (o fenómeno dura várias horas). Foi visível em 5 ou 6 de Junho consoante o local de observação; dia 5 no continente americano e dia 6 na Europa, África e Ásia.
Destes dois últimos trânsitos, apenas o de 2004 foi visível de Portugal. O próximo ocorrerá em 11 deDezembro de 2117.
Para ver as fotos deste evento raro convido-os(as) visitarem a minha página de fotografia

 Imagem

quinta-feira, 3 de maio de 2012

FOTOGRAFIAS, OU DESENHOS?

Desenho de Paul Cadden

Os desenhos hiper-realistas do escocês Paul Cadden puseram-no no centro das atenções no mundo da arte. Afinal nem tudo que parece é.
A atenção aos pormenores faz a diferença no trabalho do artista, de 47 anos, que começou a desenhar quando tinha apenas seis. Hoje, o seu traço é único, confundindo-o com fotógrafos e não com desenhadores.
A prática artística, conhecida por hiper-realismo, que tem como objectivo reproduzir fotografias apenas com recurso a um lápis e sem qualquer equipamento, não é nova mas a incrível semelhança entre os desenhos do escocês e a realidade é notável e como pouco se viu.
“O hiper-realismo tende a criar um impacto emocional, social e cultural e difere de foto-realismo que é muito mais técnico. A minha inspiração vem da frase: intensificar o normal. Eu uso objectos e cenas de pessoas do quotidiano e depois crio um desenho, que carregue um impacto emocional”, disse o artista numa entrevista ao Daily Mail, explicando que antes de desenhar procura saber a história das pessoas ou das coisas representadas. “Aquele homem da fotografia pode ser um veterano de guerra”, continua Cadden, para quem esta informação muda o sentido do desenho, podendo-lhe dar um impacto emocional maior.
Desde que a exposição inaugurou, no final de Fevereiro, o interesse em torno da obra do escocês tem aumentado, da comunicação social aos agentes artísticos. Foi notícia em países tão diferentes como a China ou os Estados Unidos, o Brasil ou a Alemanha, e para este ano tem já agendadas exposições no Japão, em Cuba e nos Estados Unidos.
Alguns trabalhos de Paul Cadden podem ser vistos aqui.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O ENSAIO FOTOGRÁFICO DE NICHOLAS NIXON

Nicholas Nixon nasceu em Michigan em 1947. Influenciado pelas fotografias de Edward Weston e Wlaker Evans, começou a trabalhar com camaras de grande formato. Considerando que a maioria dos fotógrafos profissionais tinham abandonado essas camaras em favor de filmar em 35mm com camaras mais portáteis, Nixon preferiu continuar com o grande formato porque permitia impressões diretamente a partir do negativo 8x10 polegadas, mantendo a clareza e integridade da imagem.
Em 1975, Nixon iniciou um de seus mais famosos projectos, intitulado “As Irmãs Brown”. A série é composta de um único retrato de sua esposa, Bebe, e suas três irmãs tirado a cada ano, sempre colocadas na mesma posição, da esquerda para a direita. O aclamado ensaio foi exibido no Museu de Arte Moderna, da Universidade de Harvard Fogg Art Museum, Museu de Arte de Cincinnati, Museu de Arte Moderna de Fort Worth e da Galeria Nacional de Arte. Em 2010, o Museum of Fine Arts, Boston organizou a exposição "Nicholas Nixon: Álbum de Família", que incluiu "The Brown Sisters".
 
 
 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

KODAK PEDE FALÊNCIA

Aconteceu o que há muito era esperado. A Kodak, empresa que tornou a fotografia num fenómeno de massas há mais de cem anos, apresentou hoje um pedido de falência voluntária perante um tribunal de Nova Iorque.
Com este passo, a Kodak pretende reforçar a liquidez nos Estados Unidos e no exterior, rentabilizar a propriedade intelectual não estratégica e resolver a situação dos passivos, concentrando-se nos negócios mais competitivos. Um último esforço para se salvar.

Fundada em 1888 e com sede em Rochester (Nova Iorque), este não parecia um cenário possível para a mesma Kodak que durante anos dominou o mercado nas áreas da fotografia e do cinema. Os tempos mudaram. Quando George Eastman - jovem modesto que começara a trabalhar aos 14 anos para cuidar da mãe, viúva, e de duas irmãs - se interessou pela fotografia, desbravando um caminho onde foi pioneiro, as pessoas renderam-se a uma novidade que lhes transformou os "retratos" numa coisa fácil e acessível.

"Você aperta o botão, nós fazemos o resto" foi o slogan criado pelo próprio fundador e, de facto, a essência de um negócio que floresceu anos a fio, ditando as regras. Os problemas começaram na década de 1980, quando os filmes fotográficos da Kodak começaram a perder terreno face à concorrência estrangeira, tendo a empresa de lidar logo em seguida com o aparecimento da fotografia digital (Kodak foi a inventora da máquina digital mas nunca capitalizou essa nova tecnologia) e dos smartphones.
Em busca de alternativas viáveis, a companhia voltou-se para os químicos, produtos de limpeza e equipamentos médicos, antes de finalmente se decidir pela exploração das impressoras comerciais, via em que se concentrou nos últimos cinco anos, embora sem o sucesso economicamente necessário para retirar a empresa de aflições.
Ao escolher tentar vingar num mercado saturado e difícil de romper, a Kodak caminhou de prejuízo em prejuízo até lhe sobrar um grande problema final, sobretudo depois de em 2011 a estratégia de negociar patentes e licenças ter deixado de garantir a entrada de dinheiro.
De nada serviu tentar a venda das suas patentes digitais em agosto passado. Os potenciais compradores adivinhavam um pedido de insolvência e, assim sendo, preferiram esperar para ver.

A Kodak, que vale agora pouco mais de 90 milhões de euros, quando em 2004, estava valorizada em mais de 23 mil milhões de euros, vivia desde o início do ano sob a ameaça de expulsão de Wall Street, por parte do operador da Bolsa de Nova Iorque, o New York Stock Exchange, que tinha dado à empresa seis meses para recuperar a cotação das suas ações. Para as 19 mil pessoas que a companhia emprega, o futuro é incerto.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

CHALLENGE OF CHALLENGES 2011

Terceira edição da "Photo of the Year". Um concurso-desafio organizado pela DPreview, teve uma enorme participação de fotógrafos de todo o mundo.
Os internautas votaram as 100 melhores fotografias das 1700 participantes, que pode conhecer no site. Clique na foto.
Vencedor - THE LAST DROPE by Elroyie