quinta-feira, 3 de maio de 2012

FOTOGRAFIAS, OU DESENHOS?

Desenho de Paul Cadden

Os desenhos hiper-realistas do escocês Paul Cadden puseram-no no centro das atenções no mundo da arte. Afinal nem tudo que parece é.
A atenção aos pormenores faz a diferença no trabalho do artista, de 47 anos, que começou a desenhar quando tinha apenas seis. Hoje, o seu traço é único, confundindo-o com fotógrafos e não com desenhadores.
A prática artística, conhecida por hiper-realismo, que tem como objectivo reproduzir fotografias apenas com recurso a um lápis e sem qualquer equipamento, não é nova mas a incrível semelhança entre os desenhos do escocês e a realidade é notável e como pouco se viu.
“O hiper-realismo tende a criar um impacto emocional, social e cultural e difere de foto-realismo que é muito mais técnico. A minha inspiração vem da frase: intensificar o normal. Eu uso objectos e cenas de pessoas do quotidiano e depois crio um desenho, que carregue um impacto emocional”, disse o artista numa entrevista ao Daily Mail, explicando que antes de desenhar procura saber a história das pessoas ou das coisas representadas. “Aquele homem da fotografia pode ser um veterano de guerra”, continua Cadden, para quem esta informação muda o sentido do desenho, podendo-lhe dar um impacto emocional maior.
Desde que a exposição inaugurou, no final de Fevereiro, o interesse em torno da obra do escocês tem aumentado, da comunicação social aos agentes artísticos. Foi notícia em países tão diferentes como a China ou os Estados Unidos, o Brasil ou a Alemanha, e para este ano tem já agendadas exposições no Japão, em Cuba e nos Estados Unidos.
Alguns trabalhos de Paul Cadden podem ser vistos aqui.