terça-feira, 28 de setembro de 2010

ANDRÉ BOTO - FOTÓGRAFO EUROPEU DO ANO

 André Boto foi eleito na quarta-feira, dia 22 de Setembro, na Alemanha, Fotógrafo Europeu do Ano, pela FEP (Federação Europeia de Fotógrafos). O jovem de 25 anos é o primeiro português a conseguir a distinção.
«É uma grande honra estar no top dos fotógrafos europeus. Um enorme prazer. Além disso, consegui trazer o nome de Portugal cá fora. Não só do país, como da AFP e dos fotógrafos portugueses», declarou André Boto à estação televisiva TVI, na Alemanha, onde acompanhou a feira de imagem Photokina, local onde foram anunciados os vencedores e entregues os prémios.

O fotógrafo português, com formação da escola de fotografia Oficina de Imagem, ganhou já 68 concursos em Portugal e recentemente foi nomeado pela Sociedade Portuguesa de Autores na categoria de Melhor Trabalho de Fotografia, tendo perdido o galardão para o fotógrafo Eduardo Gajeiro.

André Boto já obteve os certificados de «Qualified European Photographer» nas categorias de Retrato e Ilustração, assim como o título de Master, sendo também o primeiro português a obter esta distinção.
Na segunda edição do concurso anual de Melhor Fotógrafo Europeu, (FEP of the Year) André Boto, concorreu contra 700 fotógrafos europeus que enviaram cerca de duas mil fotografias, em seis categorias. Boto foi o primeiro classificado em duas das categorias, Comercial e Ilustração, e ainda o terceiro classificado na categoria de Retrato. No total, o fotógrafo português arrecadou cinco medalhas de ouro, três de prata e uma de bronze. A imagem que lhe valeu o primeiro lugar na categoria de Ilustração valeu-lhe também o prémio de Fotógrafo Europeu do Ano.
O jovem português tem como principal área de trabalho a fotografia conceptual, onde gosta de romper com os cânones da fotografia tradicional. Licenciado em Artes Decorativas, pela Escola Superior de Educação de Beja, André Boto possui um talento criativo que usa para dar vida a um mundo à parte, visível na exposição «Surrealismo», que correu já várias salas no país, e que retrata vários «mundos em ilhas».
«As minhas principais influências para o trabalho das Ilhas remontam ao meu interesse, desde sempre, pelo surrealismo. O meu autor favorito é M.C. Escher, que tem um trabalho muito ligado ao sonho e ao imaginário», explicou.
O fotógrafo português confessou ainda à TVI que não faz a «mínima ideia» como nasceu o gosto pela fotografia, mas lembra que tudo começou quando pediu no aniversário dos seus 18 anos uma máquina fotográfica e recebeu uma de 2 megapixéis.